quinta-feira, 26 de setembro de 2024

Prompts

 Vou tentar voltar a escrever.

Acho que pra minha própria sanidade mental k

Tentarei trazer alguns prompts, sei lá.

Vou ver o que sai.

domingo, 9 de junho de 2024

Tô falante eu acho. A vida anda turbulenta, o assunto nunca muda, aqui pode ser diferente.

Tenho que me lembrar mais desse blog. Pode me ajudar a pôr algumas coisas pra fora.

Esse mês andei pensando tanto na Cecelia. Reli algo que escrevi lá em 2020, antes de criar meu instagram, o primeiro verdadeiro rascunho da história dela com a Natalie. E eu até gostei dessa versão, gosto de imaginar a Cecelia como uma fodona que lida com chefões de organizações criminosas, e eu gosto da versão do Stefan mais badboyzinha.

Mas também gosto do que criei para ela depois. Eu ainda penso em fazer alguns ajustes, como ando pensando nos últimos dias. Talvez eu use aqui pra esboçar alguma coisa, fazer de diário mesmo, criar uma tag específica com pensamentos ou coisa assim. Não sei ainda, fazer planos sobre escrita acabam sempre meio em fracasso, não quero esperar nada pra não me decepcionar.

Mas pensei em deixar ela como escort mesmo, mas com algumas mudanças. Ainda não sei sobre o background, porque eu gosto do background que criei no rascunho, ainda que tenha alguns furos. Por isso talvez que me incomode um pouco e eu continue a pensar nele.

Faz um pouco mais de sentido a Cecelia ter perdido os pais nova e ter que se vender na rua pra colocar comida dentro de casa ou pagar a faculdade. Acho que fica melhor a parte da faculdade. Aí ela conhece a Alba, uma mulher poderosíssima e linda, que oferece mundos e fundos pra ela: uma casa quente, roupas novas, comida, conforto, dinheiro, fama e o que ela tanto quer, que é uma carreira de sucesso. O que ela acaba deixando passar despercebido é que tudo vem com um preço, e com o tempo, quanto mais ela ganha, mais ela perde de si, vendo-se presa a uma situação que antes parecia muito simples de resolver.

Acho que gosto mais assim. Queria que a Alba fosse controladora e que tivesse poder sobre a Cecelia como outra pessoa não tem. Que fosse manipuladora, que a fizesse de gato e sapato, mas nas entrelinhas, de modo que a Cecelia sequer percebesse o que tá acontecendo até ser tarde demais, anos depois. Que a colocasse lá em cima, como a melhor, a preferida, a que ganha mais e precisa "fazer menos", mas que a qualquer deslize, é a que sofre mais. E mesmo certa, ela tem que se desculpar, implorar por perdão, e sofrer consequências.

A ideia é que, aos poucos, com um relacionamento totalmente diferente com a Natalie, a visão que ela tem da Alba vá mudando, já que a Alba vai começar a se incomodar com essas coisas, e vai tratá-la cada vez pior. E aí, na hora de dar um basta, vem a cartada final de Alba.

Talvez seja um livro só, com o final que eu sempre imaginei.

Veremos o que dá de fazer.

Sinto falta de escrever.

É uma saudade que coça, que agonia. É como se houvesse algo dentro de mim pronto pra sair mas sem conseguir, sem saber como.

Ando pensando tanto em tanta coisa.

A escrita sempre foi meu refúgio, mas ultimamente nem isso sinto que tenho mais.

Como se eu tivesse perdido no caminho.

E quando penso em retomar, em dar um passo de cada vez, a dúvida paira na minha cabeça e vem a síndrome da impostora me incomodar.

É instantâneo. Não tem erro.

Preciso voltar a escrever pra mim.

Seria essa a chave pra voltar a ser eu?

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

 Já faz tanto tempo que não escrevo que a sensação é a de que não sei mais fazer isso.

Não é por falta de ideias. Eu tenho ideias muito boas, que me deixam até bem empolgada. Acho que é o medo de não conseguir, de fazer algo ruim. 

Sempre existe o medo de fazer algo ruim. Pra quê escrever se o negócio vai ser ruim? Não tem sentido. E eu sei, nada de primeira fica bom. Meu receio é exatamente esse. Nunca saio do rascunho. Nunca saio da reescrita. Não sei qual é o meu problema.

Tentando por as ideias em ordem. Tentando fazer com que tenham sentido, cronologia. É tudo difícil.

Um dia, talvez.

quinta-feira, 5 de outubro de 2023

Essa semana quase desisti.

Bateu aquela vontade de chutar o balde, de largar de mão de algo que parece tão inalcançável, tão difícil e trabalhoso.

Pensar demais é uma bosta.

Numa hora parece que tudo vai ficar bem; vem a inspiração, vêm as ideias, as músicas encaixam. Mas depois vem o excesso, os "e se?". Tudo desanda em dois segundos.

Mas ao mesmo tempo em que penso em desistir, busco no pensamento, na possibilidade, o alívio, e não sinto nenhum. O que surge é a comparação, é a sensação de que eu podia ter sido mais mas não fui capaz, ou não sou.

Pensei em criar um twitter novo, em focar nas coisas que não me demandam nada, e também não consegui.

É frustrante perceber que sempre fico no meio do caminho, em tudo. Na leitura de um livro, na escrita de uma história, na tentativa de fazer algo diferente. É quando vem a vontade de desistir. Parece que nada vai pra frente, nunca.

Hoje rolou o Exploda Seu Kindle, e o pensamento foi de que, se eu tivesse arrumado minha noveleta de Natal, dado uma capa nova pra ela, lido de novo pra ver se achava algo em que melhorar, podia ter entrado nessa leva. E ao mesmo tempo, não ia adiantar nada, porque não divulgo, não posto, não me faço enxergar. É aquela mesma história que já falei em outro post. Parece um fardo muito pesado pra carregar quando só quero escrever minhas coisas e ser lida.

Tô tentando não largar o osso, mas é difícil. Até entrar no NaNo desse ano já cogitei, mas acredito que é uma frustração em potencial.

Enfim. Mais um dia normal na minha cabeça.

Na leitura, continuo em Os Sapatinhos Vermelhos. Tenho bons livros me esperando na estante, vamos ver quando vou conseguir chegar neles. No app do Kindle, mais de 15 livros novos me esperando. Queria conseguir fazer algo tipo diário de leitura no Instagram ou coisa assim, mas minha regularidade no Instagram é tão ruim quanto meu hábito de leitura K

Vamos ver.


domingo, 27 de agosto de 2023

existe beleza na tristeza

Hoje assisti outra vez The World to Come, com Mozão. E outra vez vou carregar esse filme comigo por vários dias e várias semanas, pelo que ele significa e retrata.

Descobri que esse é o tipo de história que gosto de contar. Tristes, mas com uma profundidade que toca a alma. Cheias de emoção, que nos coloca sentados na ponta do sofá ou da poltrona, não sabendo o que vai acontecer ainda que tudo indique o caminho mais difícil.

Existe beleza na tristeza. E é essa tristeza bela que gosto e quero contar.

Histórias sobre amores impossíveis, que não eram pra ser, que por algum motivo não podem ser concretizados. Tudo bem que um final feliz é bom. É ótimo, na verdade. Mas fico pensando. Nem sempre uma história termina com final feliz. Quem é que vai trazê-las ao mundo?

Vejo tantas críticas quando um filme com mulheres que se amam não acaba bem. E ok, eu entendo o porquê. Mas existe uma diferença grande entre filmes que fetichizam e matam de propósito e filmes que nos fazem sentir coisas. E não me atenho a The World to Come. Trago ainda Portrait of a Lady on Fire, que me fez chorar na última cena, e Ammonite, com uma cena bem simbólica no final.

Por que filmes assim, ou histórias assim, não deveriam ser contadas? Por que são tristes? Titanic é triste e não vejo ninguém reclamar (a não ser pelo lance da porta e tal).

Enfim. Quero escrever histórias tristes e dilacerantes. Minhas próprias versões de Titanic, de Moulin Rouge. E é isso. 

domingo, 20 de agosto de 2023

sobre personagens marcantes

Hoje assisti um episódio de uma série que gosto bastante, mas que tinha deixado em standby um tempo atras. É francesa, com uma fotografia ótima, uma premissa instigante e persobagens muito bons. Se chama Zone Blanche, e até o momento disponível na Netflix.

Sempre que assisto a essa série, a escritora que existe em mim se atiça. Lauréne é o tipo de personagem que eu adoro. Meio rabugenta, solitária, com um passado misterioso traumático, que faz escolhas duvidosas e tá nem aí pra regras ou limites. É chefe da polícia local, mãe solo de uma quase jovem adulta, respeitada por todo mundo.

É difícil encontrar personagens assim nos livros. Pelo menos nos que ando tentando ler. Mulheres adultas que agem e falam como adultas ou que são escritas como adultas de fato. Me incomoda iniciar um livro por causa de uma sinopse e me deparar com personagens rasas ou que tem trejeitos de adolescentes que fogem do que prometiam na divulgação.

Se tornam caricaturas, quase. Ou retratos de suas autoras, talvez? Seria especular demais, mas vai saber.

Ano passado fiquei ansiosa demais esperando sair um livro por causa da divulgação. As artes tinham tons sombrios, as citações traziam essa coisa darkzinha que chama a atenção. Ao iniciar a leitura após a compra, decepção. Não era nada do que achei que fosse. Mais do mesmo. Caricaturas. Personagens adultas que agiam como se tivessem acabado de sair da adolescência.

Fico pensando que, quanto menos as encontro nos livros, mais gostaria de escrevê-las, mas aí entraria em assuntos que me tomariam tempo demais. Ainda quero falar sobre eles aqui, though. São assuntos que têm me incomodado, como o tal mercado editorial e a cobrança sobre autores nacionais.

Enfim. Zone Blanche. Ótima série de baixa fantasia. Recomendo.