domingo, 20 de agosto de 2023

sobre personagens marcantes

Hoje assisti um episódio de uma série que gosto bastante, mas que tinha deixado em standby um tempo atras. É francesa, com uma fotografia ótima, uma premissa instigante e persobagens muito bons. Se chama Zone Blanche, e até o momento disponível na Netflix.

Sempre que assisto a essa série, a escritora que existe em mim se atiça. Lauréne é o tipo de personagem que eu adoro. Meio rabugenta, solitária, com um passado misterioso traumático, que faz escolhas duvidosas e tá nem aí pra regras ou limites. É chefe da polícia local, mãe solo de uma quase jovem adulta, respeitada por todo mundo.

É difícil encontrar personagens assim nos livros. Pelo menos nos que ando tentando ler. Mulheres adultas que agem e falam como adultas ou que são escritas como adultas de fato. Me incomoda iniciar um livro por causa de uma sinopse e me deparar com personagens rasas ou que tem trejeitos de adolescentes que fogem do que prometiam na divulgação.

Se tornam caricaturas, quase. Ou retratos de suas autoras, talvez? Seria especular demais, mas vai saber.

Ano passado fiquei ansiosa demais esperando sair um livro por causa da divulgação. As artes tinham tons sombrios, as citações traziam essa coisa darkzinha que chama a atenção. Ao iniciar a leitura após a compra, decepção. Não era nada do que achei que fosse. Mais do mesmo. Caricaturas. Personagens adultas que agiam como se tivessem acabado de sair da adolescência.

Fico pensando que, quanto menos as encontro nos livros, mais gostaria de escrevê-las, mas aí entraria em assuntos que me tomariam tempo demais. Ainda quero falar sobre eles aqui, though. São assuntos que têm me incomodado, como o tal mercado editorial e a cobrança sobre autores nacionais.

Enfim. Zone Blanche. Ótima série de baixa fantasia. Recomendo.


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