domingo, 27 de agosto de 2023

existe beleza na tristeza

Hoje assisti outra vez The World to Come, com Mozão. E outra vez vou carregar esse filme comigo por vários dias e várias semanas, pelo que ele significa e retrata.

Descobri que esse é o tipo de história que gosto de contar. Tristes, mas com uma profundidade que toca a alma. Cheias de emoção, que nos coloca sentados na ponta do sofá ou da poltrona, não sabendo o que vai acontecer ainda que tudo indique o caminho mais difícil.

Existe beleza na tristeza. E é essa tristeza bela que gosto e quero contar.

Histórias sobre amores impossíveis, que não eram pra ser, que por algum motivo não podem ser concretizados. Tudo bem que um final feliz é bom. É ótimo, na verdade. Mas fico pensando. Nem sempre uma história termina com final feliz. Quem é que vai trazê-las ao mundo?

Vejo tantas críticas quando um filme com mulheres que se amam não acaba bem. E ok, eu entendo o porquê. Mas existe uma diferença grande entre filmes que fetichizam e matam de propósito e filmes que nos fazem sentir coisas. E não me atenho a The World to Come. Trago ainda Portrait of a Lady on Fire, que me fez chorar na última cena, e Ammonite, com uma cena bem simbólica no final.

Por que filmes assim, ou histórias assim, não deveriam ser contadas? Por que são tristes? Titanic é triste e não vejo ninguém reclamar (a não ser pelo lance da porta e tal).

Enfim. Quero escrever histórias tristes e dilacerantes. Minhas próprias versões de Titanic, de Moulin Rouge. E é isso. 

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