domingo, 27 de agosto de 2023

existe beleza na tristeza

Hoje assisti outra vez The World to Come, com Mozão. E outra vez vou carregar esse filme comigo por vários dias e várias semanas, pelo que ele significa e retrata.

Descobri que esse é o tipo de história que gosto de contar. Tristes, mas com uma profundidade que toca a alma. Cheias de emoção, que nos coloca sentados na ponta do sofá ou da poltrona, não sabendo o que vai acontecer ainda que tudo indique o caminho mais difícil.

Existe beleza na tristeza. E é essa tristeza bela que gosto e quero contar.

Histórias sobre amores impossíveis, que não eram pra ser, que por algum motivo não podem ser concretizados. Tudo bem que um final feliz é bom. É ótimo, na verdade. Mas fico pensando. Nem sempre uma história termina com final feliz. Quem é que vai trazê-las ao mundo?

Vejo tantas críticas quando um filme com mulheres que se amam não acaba bem. E ok, eu entendo o porquê. Mas existe uma diferença grande entre filmes que fetichizam e matam de propósito e filmes que nos fazem sentir coisas. E não me atenho a The World to Come. Trago ainda Portrait of a Lady on Fire, que me fez chorar na última cena, e Ammonite, com uma cena bem simbólica no final.

Por que filmes assim, ou histórias assim, não deveriam ser contadas? Por que são tristes? Titanic é triste e não vejo ninguém reclamar (a não ser pelo lance da porta e tal).

Enfim. Quero escrever histórias tristes e dilacerantes. Minhas próprias versões de Titanic, de Moulin Rouge. E é isso. 

domingo, 20 de agosto de 2023

sobre personagens marcantes

Hoje assisti um episódio de uma série que gosto bastante, mas que tinha deixado em standby um tempo atras. É francesa, com uma fotografia ótima, uma premissa instigante e persobagens muito bons. Se chama Zone Blanche, e até o momento disponível na Netflix.

Sempre que assisto a essa série, a escritora que existe em mim se atiça. Lauréne é o tipo de personagem que eu adoro. Meio rabugenta, solitária, com um passado misterioso traumático, que faz escolhas duvidosas e tá nem aí pra regras ou limites. É chefe da polícia local, mãe solo de uma quase jovem adulta, respeitada por todo mundo.

É difícil encontrar personagens assim nos livros. Pelo menos nos que ando tentando ler. Mulheres adultas que agem e falam como adultas ou que são escritas como adultas de fato. Me incomoda iniciar um livro por causa de uma sinopse e me deparar com personagens rasas ou que tem trejeitos de adolescentes que fogem do que prometiam na divulgação.

Se tornam caricaturas, quase. Ou retratos de suas autoras, talvez? Seria especular demais, mas vai saber.

Ano passado fiquei ansiosa demais esperando sair um livro por causa da divulgação. As artes tinham tons sombrios, as citações traziam essa coisa darkzinha que chama a atenção. Ao iniciar a leitura após a compra, decepção. Não era nada do que achei que fosse. Mais do mesmo. Caricaturas. Personagens adultas que agiam como se tivessem acabado de sair da adolescência.

Fico pensando que, quanto menos as encontro nos livros, mais gostaria de escrevê-las, mas aí entraria em assuntos que me tomariam tempo demais. Ainda quero falar sobre eles aqui, though. São assuntos que têm me incomodado, como o tal mercado editorial e a cobrança sobre autores nacionais.

Enfim. Zone Blanche. Ótima série de baixa fantasia. Recomendo.


terça-feira, 8 de agosto de 2023

Já tive uma newsletter uma vez

Com lista de inscritos e tudo.

Foi na época em que eu achava que tinha que cumprir horários, ser frequente, não sumir.

Uma bosta esse negócio de não sumir. De produzir conteúdo o tempo inteiro ou vão te esquecer.

Acaba sendo uma coisa do tipo "não importa a qualidade da sua escrita, desde que você esteja sendo vista".

Vejo isso o tempo todo.

O tempo. Todo.

Galera investe em capa, em diagramação, em sinopse, em arte, e esquece da escrita.

Cara, o que importa é a escrita. Pelo menos era isso que tinha que importar, no fim das contas.

Mas, novamente, vem a bosta. Como vão prestar atenção na sua escrita se você não é visto? Se sequer sabem que você existe? Se a sua capa não é tão bonita, se você não faz um mínimo de marketing, se você não interage com ninguém, etc etc etc?

Tinha um tempo que eu achava que conseguiria viver da escrita, mas teria que abrir mão de muita coisa. Teria que me deixar mais desconfortável do que confortável, e isso, pra mim, não resolve.

Escrita tem que ser confortável. Tem que ser natural. Tem que vir do fundo da alma. Escrever pra ganhar dinheiro transforma em fardo, e não quero que algo que eu amo tanto se torne um.

É. Tentando ressignificar essa palavra na minha vida.

domingo, 6 de agosto de 2023

Os percalços do Sci-Fi

Sempre gostei de ficção científica. Sou um tanto específica quanto ao tipo de conteúdo que consumo, mas gosto do tema, gosto de tramas futuristas, de distopias, dessas coisas, mas sempre achei bastante difícil escrever.

Esses dias mesmo tava pensando, depois de assistir Interestellar e dois episódios de Black Mirror, em como é diferente retratar avanços tecnológicos ou o futuro distante em livros e em filmes/séries. Porque uma coisa é fazer o espectador assistir um cenário, outra é descrever com palavras e dar nomes às coisas.

É difícil. Eu tentei mês passado, e nos mês antes dele.

Aí fica o questionamento, né? Que que é preciso pra poder escrever uma ficção científica legal? Qual o nível de conhecimento que é preciso ter pra escrever, por exemplo, um bunker futurista com inteligência artificial, ou uma base montada em Marte?

Hoje em dia existem tantos fiscais de livro que dá um pouco de medo. O quanto é suficiente descrever? O quanto precisa ser verossímil com a realidade? Quer dizer, até em Interestellar tem gente que fala que uma ou outra coisa não casa com fatos científicos. Mas realmente precisa casar? É um filme. É ficção. Cadê a licença poética nessas horas? Tudo precisa de uma explicação pra ser apreciado?

Saco. Espero conseguir escrever em breve as tramas de ficção científica da minha lista. Acho que ambas tem um potencial legal.

Lista do que eu gostaria de escrever no futuro

- A história da Cecelia

- A lésbica iludida

- Valen&Liv + aliens

- Sapatões + zumbis

- A astronauta e a viajante do tempo

- A garota na beira da ponte


quinta-feira, 3 de agosto de 2023

Eu sinto a melancolia nas minhas palavras.

Sinto minha seriedade que antes era tão incomum ao escrever sobre a escrita.

A frustração me cega. Me desestimula e desencoraja.

É triste.

Talvez seja culpa de influências; talvez meu modo de enxergar a escrita hoje não seja o ideal.

Talvez seja só uma fase.

Espero que seja só uma fase.

O futuro é animador, vamos ver o que acontece até lá. Enquanto isso, continuo aqui.

Não dá pra desistir agora.

Ainda tenho histórias pra contar.



Olá, outra vez

Incrível como posts introdutórios continuam um tormento mesmo depois de quase quinze anos rs

Enfim.

Oi, eu sou a Tay. 

Gosto de escrever sobre mulheres que sofrem por amar outras mulheres (às vezes com final feliz, às vezes não).
Respiro futebol (na tv, não jogo desde o ensino médio) e outros esportes (tênis, FA e basquete).
Assisto séries e filmes quando não tô exausta (não sou fã de nada que foque em comédia ou coisas que me dêem sustos, mas abro exceções para boas histórias e boas atuações), e leio bem raramente (tentando mudar a falta do hábito de leitura que se perdeu em meio a esses anos, e ainda em busca do livro perfeito que vá me tirar da ressaca).
Tenho um cão chamado Oliver, e a sorte de ser alguém que achou um amor pra vida toda (te amo, mozi <3)
Sou do sul, mas não o tipo de pessoa que você tá pensando.
Música é vida.

Queria voltar a sentir o que eu sentia quando parava pra escrever, e espero que esse espaço, que tanto já me ajudou e serviu de companhia, possa me ajudar nessa parte mais uma vez.

Escrever por escrever. Escrever pra mim.

É isso.

Beijos.